quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu blogo, Tu Twitta, Ele wika. Nós RedeSocializamos

As redes sociais continuam em pauta esta semana no Crise & Comunicação. O artigo da Carolina Terra, na semana passada, citou algumas boas experiências de como uma crise pode – ou não – se deflagrar na web 2.0. Esta semana, o colaborador convidado do blog é Mauro Segura, head de Marketing e Comunicação da IBM Brasil, que escreve sobre a importância dos profissionais de comunicação estarem antenados na web 2.0. Os resultados do desconhecimento ou da má utilização dessas ferramentas pode ser bastante prejudicial para imagem e reputação de qualquer organização.

No Brasil, são 54 milhões de pessoas com acesso a internet, 90% delas usam redes sociais. No entanto, a frequência com que a utilizam não é mensurada. 15 milhões estão no Orkut, 365 mil no Facebook e um número não medido de gente está no Twitter. As redes sociais têm um alto potencial de crescimento no número de usuários e os motivos pelos quais as pessoas – especialmente os comunicadores – não devem ficar de fora é o tema do artigo do Mauro.

Cases não param de surgir e experiências recentes, como as eleições no Irã e a promoção do BestShop TV, apontam para um cenário cujas discussões estão longe de se esgotar.

Aproveitem o artigo!

Equipe do Crise & Comunicação


Eu blogo, Tu Twitta, Ele wika. Nós RedeSocializamos
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Já participei de diversos fóruns de comunicação, com muitos representantes de empresas, onde sempre pergunto o quanto eles usam as novidades da web 2.0 em suas empresas. Em todas as vezes o meu queixo caiu, sem exceção. Fico sempre espantado com as respostas. A maioria diz acessar o Orkut e alguns dizem navegar em blogs e... só isso.

Só isso? Só isso mesmo.

O resultado é decepcionante, principalmente se considerarmos que, nestes eventos, participam profissionais e líderes de comunicação e marketing de grandes empresas, que supostamente deveriam incentivar o uso de ferramentas inovadores de comunicação e relacionamento nas empresas em que trabalham. Poucos respondem ter blogs, um ou outro diz ter conta no Twitter e poucos participam de redes sociais além do Orkut.

Verdade seja dita. Ainda existe um número limitado de empresas que permite o acesso livre à internet, MSN, Orkut e outras redes sociais. Isso é um inibidor e tanto. Veja AQUI uma matéria no IDGNOW que fala sobre políticas de restrição de acesso nas empresas. E acesse AQUI o que revela a pesquisa TIC Empresas 2008 sobre isso, que foi divulgada recentemente, em 28/04, e que tem dados interessantes. Apesar disso, ao falar com as pessoas sobre o tema, o principal motivo do acanhamento no uso das ferramentas sociais digitais é quase sempre a falta de tempo, e não problemas de restrição de acesso.

O resultado é frustrante. A percepção é que as áreas de marketing e comunicação não parecem estar liderando e puxando a introdução de ferramentas sociais virtuais nas empresas. E o motivo é simples: a maioria dos profissionais não conhece essas ferramentas. Como liderar alguma coisa se você não usa ou pratica?

A situação deveria ser inversa. Esses profissionais deveriam experimentar muito essas ferramentas em suas vidas pessoais, testar e se arriscar bastante para trazer esse conhecimento experimental para dentro das empresas. Mas isso não está acontecendo, daí a explicação para a acomodação e “mais do mesmo” que continuamos a ver em marketing e comunicação nas empresas. O próprios profissionais dessas áreas não são tão ousados quanto supostamente deveriam ser.

Em resumo, acho que todos os profissionais de marketing e comunicação deveriam abrir contas no Twitter, no Facebook, no LinkedIn, contribuir para blogs de seu interesse e ler livros emblemáticos sobre o tema como, por exemplo, Crowdsourcing, de Jeff Howe (O Poder das Multidões, na versão editada no Brasil) para entender esse novo mundo colaborativo que surge à nossa frente. Viver essa experiência é indelegável.

Tem um elefante passando na nossa frente e tem muita gente que não está vendo.


Mauro Segura é líder de Marketing e Comunicação da IBM Brasil e editor do blog A Quinta Onda.

4 comentários:

Mayra Martins disse...

Em época de redes sociais, quem não se insere nesse mundo acaba não vendo mesmo esse elefante que passa na nossa frente. E cabe aos profissionais de comunicação alavancar essa cultura colaborativa e incentivar colegas, funcionários, e contatos de relacionamento a embarcarem na web 2.0, que só está começando...
As empresas que ainda mantêm qualquer tipo de limitação ao acesso à internet devem abrir os olhos para a visão de futuro e repensar quaisquer conceitos sobre a verdadeira necessidade de aderir a essa nova era. Porque daqui a pouco percebem que o elefante já passou e vai ser difícil alcançá-lo...

Ocappuccino disse...

Belo texto do Mauro, quem acompanha o blog dele conhece o ótimo conteúdo e a capacidade de suas postagens.

Abraços,
Mateus d'Ocappuccino

Cássia Guterres disse...

Olá ,
Eu preciso saber de quem é a autoria desta frase:

“Eu blogo, tu twittas, ele wika, nós rede-socializamos", pois eu desejo utilizá -la em um trabalho e tenho que dá os créditos a pessoa. Por favor, me responda o quanto antes.

Cássia Guterres disse...

Olá ,
Eu preciso saber de quem é a autoria desta frase:

“Eu blogo, tu twittas, ele wika, nós rede-socializamos", pois eu desejo utilizá -la em um trabalho e tenho que dá os créditos a pessoa. Por favor, me responda o quanto antes.